25/01/11
A ferver....
24/01/11
Preço dos Bilhetes para os Quartos da Taça
| Sócios da Académica - Bancada Central 5€ | |
| Público - Bancada Central 8€ | |
| Público - Bancada Sul Inferior 5€ | |
| Cartão Jovem - Bancada Sul Inferior 3,5€ |
É pena que se queiram expulsar os simpatizantes da Briosa deste jogo. 8 € para não sócio é muito dinheiro, para uma taça de Portugal.
mitic0
O bom, o mau e o péssimo

Transportando estas considerações para o que interessa neste espaço, os factos mostram-nos que a nossa Académica perdeu 4 dos últimos 5 jogos para o campeonato: 1-5 contra o Marítimo, 5-0 contra o Braga, 0-0 contra o Paços (em casa), 0-1 contra o SLBê e, por último, 2-1 contra o Olhanense. Estes são os dados objectivos, os números efectivos, abstraindo de outras considerações: de um 6º lugar (e da luta pela Europa) passámos para um 12º (e para a luta pela manutenção)...
Subjectivamente, os mesmos números podem não alarmar muita gente de entre os nossos adeptos. É que há algo mais para lá dos números: um jogo atípico, um jogo de azar, um jogo de adaptação às ideias do treinador e dois outros em cujos resultados não podem ser dissociados das respectivas arbitragens... Afinal, as coisas não estarão tão mal assim... Muito bem, é a tal subjectividade: cada um tem a sua opinião acerca dos "factos" e isso também enriquece o debate em torno da questão: não é óptimo, nem será bom, mas não é tão mau assim...
A mesma subjectividade permite-me ter a minha própria leitura daqueles mesmos "factos": péssimo, péssimo, mau, bom e, outra vez, péssimo... Numa palavra: "preocupantes"...
Tivemos "azar" contra Braga e Marítimo? Está bem: treinem mais e melhor que as probabilidades para o mesmo diminuem...
"Falta de tempo e adaptação"? Eu estive lá no jogo contra o Paços e não foi isso que faltou: faltou esforço, faltou empenho e faltou brio...
O árbitro "roubou-nos" contra Benfica e Olhanense? Sim, bastante... Mas roubam-nos sempre. Quando entramos em campo temos (infelizmente...) de saber que jogaremos contra 12: isso só se combate jogando ainda mais e melhor, correndo mais que os outros, esticando ainda mais a corda...
Somos exigentes? Talvez... Temos expectativas demasiado altas? Talvez... Pedimos demais? Não sei: pagamos o que nos pedem, não negamos apoio e estamos sempre nas sidelines, em todos os campos, a apoiar a equipa e a lutar ao lado dela. Não merecemos mais?
A meu ver, vêm aí os dois jogos mais importantes da época: quartos-de-final da Taça frente ao Setúbal e 18ª jornada frente ao Beira, ambos no nosso estádio. Por mim, lá estarei (como sempre e como dantes) , entre os meus, a apoiar o clube do meu coração. Teremos azar? Seremos "roubados"? Para mim, já não interessa nada: peço - aliás, exijo - duas vitórias. Prometo estar no estádio com o meu apoio e quero passar às meias da Taça e subir na classificação...
Perdoem-me, mas é o que me vai na alma.
Saudações Académicas,
Pedro Monteiro Almeida
22/01/11
Reportagem do jogo.
Digo apenas duas coisas: Adrien até podia ter marcado 10 golos, mas jogador que acaba de chegar não pode entrar logo para o 11 inicial. É estar a desvalorizar o próprio papel do treinador!
Depois, José Guilherme esteve bastante mal. Se a exibição de Éder lhe estava a fazer assim tanta impressão, que deslocasse o Sougou para avançado móvel. Agora jogar com o Paraíba a ponta-de-lança?! O tempo do Gelson já lá vai, coitado, que até Guarda-redes foi cá em coimbra!
E aquele árbitro? O habitual! Ponham o raio das câmaras no campo, profissionalizem os árbitros, e deixem de lado as nomeações. Se querem ganhar mais e dizem que são imparciais, então que sejam designados por sorteio.
Mas quando errarem assim há uma solução: o despedimento por justa causa.
Deixo aqui transcrições das notícias do MaisFutebol para tirarem as vossas conclusões.
«Com golos de Nuno Piloto e Rui Duarte, o Olhanense venceu a Académica, que com José Guilherme no comando técnico ainda não venceu para o campeonato. Adrien marcou o golo dos estudantes.
Quando, aos seis minutos, aquele médio da Académica e Fernando Alexandre disputaram uma bola nas alturas, saltando sem temores, percebeu-se logo que o jogo seria para homens de barba rija. Dois minutos depois reentraram com as cabeças ligadas como se nada tivesse acontecido. Um lance elucidativo da abnegação que os jogadores das duas equipas levaram para o relvado do José Arcanjo, como se os pontos em disputa fossem os últimos das suas vidas.
Com fluidez nas alas, onde os laterais se integraram a preceito no ataque, a Académica tomou conta dos primeiros minutos de jogo. Addy e Sougou brilharam então, construindo alguns lances que baralharam o último reduto algarvio. Aos catorze minutos, Sougou, de cabeça, desviou um livre de Addy, com a bola a embater na barra da baliza de Ricardo Baptista, que, dois minutos depois, viu um remate de Diogo Gomes passar perto do poste direito da sua baliza. O domínio dos visitantes seria materializado no marcador no minuto seguinte, por Adrien Silva, que aproveitou um mau alívio de Maurício, para marcar o primeiro golo dos estudantes no campeonato, sob o comando de José Guilherme, e o primeiro na conta pessoal, logo na estreia pela Briosa.
Até então, a vantagem aceitava-se, mas que duraria pouco tempo, pois quatro minutos depois o Olhanense chegava ao empate, por Nuno Piloto, que aproveitou um cruzamento de Jorge Gonçalves, na direita. Até ao intervalo, os algarvios viriam a justificar o equilíbrio no marcador e mais qualquer coisinha, porque além de terem travado as investidas do adversário, acabariam por desperdiçar a melhor oportunidade do período, por Djalmir, à beira do intervalo.
A segunda parte também se fez de muita luta mas com mais qualidade de jogo por parte dos algarvios. O Olhanense assumiu o controlo do jogo e a Académica poucas vezes incomodou Ricardo Baptista, tão distante ficou da baliza algarvia. Ao adiantamento do Olhanense corresponderam situações aflitivas para a baliza de Peiser. Maurício, de cabeça falhou soberana oportunidade e Jorge Gonçalves viu um golo ser anulado (e bem) por fora-de-jogo.
A justiça no marcador acabaria por chegar através de uma grande penalidade convertida por Rui Duarte, a castigar uma mão na bola de Luiz Nunes. Foi a vinte minutos do fim do jogo e a Académica não foi capaz de romper a organização defensiva do Olhanense, num jogo emotivo e também bem disputado.»
Declarações de Adrien:
«Não entrámos da maneira que queríamos, apesar de termos criados uma ou duas oportunidades e de termos marcado um golo. Deixámos demasiado jogar o Olhanense e acabámos por sofrer o empate por estarmos a olhar para eles, deixando-os jogar. Entrámos melhor na segunda parte, vimos que fomos superiores a eles, mas houve critérios desiguais da arbitragem.»
«Não foi a melhor estreia porque apesar de ter marcado o mais importante era a vitória, não o conseguimos, por isso a estreia acaba por não ser feliz. Quero ajudar a equipa da Académica e ter mais visibilidade no campeonato português.»
Declarações de José Guilherme:
«Não foi um jogo muito bem jogado, mas bastante disputado entre duas equipas que queriam ganhar a partida e isso levou a que o jogo não tivesse grande qualidade técnica, mas fosse bastante disputado. Ganhou o Olhanense e, por isso, parabéns ao Olhanense»
«Se o resultado é justo? No futebol não há justiça, há jogo, eles marcaram 2 golos contra 1 nosso. Foi um jogo bastante equilibrado, podia ter caído para um lado ou outro, mas, infelizmente, foi para o lado do Olhanense. Temos de olhar em frente e ir buscar os pontos que perdemos aqui noutros sítios.»
Depois do golo, a equipa caiu de produção?
«Talvez isso tenha acontecido. Entrámos bem, podíamos ter feito o golo mais cedo, com uma bola à barra. Seguiu-se a reacção do Olhanense ao nosso golo e nós devíamos ter controlado melhor o jogo, não o conseguimos fazer, cometemos erros defensivos que deram o empate e, a partir daí, houve da nossa parte um jogo não da forma como devíamos ter jogado. Não o fizemos da melhor forma, fomos sempre ao encontro daquilo que é o jogo do Olhanense. Preparámos o jogo de outro modo, mas não o conseguimos pôr em prática.»
Tem opinião sobre lances decisivos?
«Nós falhámos muito, o Olhanense também falhou, por isso é normal os árbitros terem decisões que não são as mais correctas. Na grande penalidade assinalada ao Luiz Nunes, o árbitro considera que é mão, mas eu penso que não. E penso que no final da partida há grande penalidade mas o árbitro assim não considerou. Mas não foi só por causa disso que perdemos, perdemos porque podíamos ter jogado melhor, e de outra forma, e perdemos o jogo fundamentalmente por causa disso.»
Destaques:
Diogo Melo
Foi mais que o trinco do conjunto de Coimbra. Diogo Melo não se limitou só a recuperar bolas, pois nele começavam as jogadas de ataque da sua equipa. Tem técnica e visão, é o dono da bola da sua equipa e nunca está calado, ora incentivando, ora ralhando com os companheiros. Tem muito futebol nos pés...
Adrien Silva
Melhor estreia não poderia esperar o jovem médio emprestado pelo Sporting, em termos individuais. Marcou o primeiro golo dos estudantes e foi bravo na luta pela posse de bola no miolo.
Olhanense 2 - Briosa 1
Golo de Rui Duarte, através de penalti oferecido pelo árbitro.
Quem joga com o Júnior Paraíba a ponta-de-lança, não merece ganhar.
21/01/11
O Discurso do Método

O O treinador da Académica, José Guilherme, fez no final do treino desta quinta-feira a antevisão da partida frente ao Olhanense, que está agendada para sábado, pelas 16:00, no Estádio José Arcanjo, no Algarve.
Numa conferência que teve lugar na sala de imprensa da Academia Dolce Vita, o técnico da Briosa alertou para os perigos do Olhanense mas fez questão de lembrar que o que interessa é a Académica, que se manterá “fiel aos seus princípios”.treinador da Académica, José Guilherme, fez no final do treino desta quinta-feira a antevisão da partida frente ao Olhanense, que está agendada para sábado, pelas 16:00, no Estádio José Arcanjo, no Algarve.
Numa conferência que teve lugar na sala de imprensa da Academia Dolce Vita, o técnico da Briosa alertou para os perigos do Olhanense mas fez questão de lembrar que o que interessa é a Académica, que se manterá “fiel aos seus princípios”.
Face às lesões e castigos com que neste momento o plantel da Académica se debate, o treinador da Briosa terá forçosamente de fazer algumas alterações e uma delas será no lado esquerdo da defesa, com David Addy a surgir como candidato número 1 a substituir o castigado Hélder Cabral.
“O David Addy está um jogador mais maduro, com muita qualidade e que vai dar muitas alegrias à Académica. Os jovens têm sempre uma irreverência especial e perante algumas exigências essa irreverência pode ser negativa. Houve falta de experiência por parte dele nas primeiras jornadas mas neste momento está estabilizado emocionalmente.”, adiantou.
Da defesa para o meio campo, surge o renascimento de Amaury Bischoff como tema de conversa na conferência de imprensa de José Guilherme. O treinador comentou as declarações do jogador na véspera e deixou elogios ao 10 da Briosa.
“Foi simpático… Ouvir os elogios dele foi positivo porque é um reconhecimento da qualidade do trabalho que estamos a realizar. Mas se tiverem atentos não foi só o Bischoff que teve mais oportunidades. O Habib também e o Diogo Gomes… Sou um treinador que gosta que as equipas tenham bola e gosto das qualidades técnicas. O Bischoff tem revelado uma grande evolução, tem qualidade técnica e está a cumprir com alguns aspectos tanto ofensivos como defensivos. Se continuar assim, é uma óptima solução para a Académica.”, frisou.
E por falar em novidades, Adrien treinou hoje pela primeira vez pela equipa principal da Académica e José Guilherme teve esta manhã a oportunidade para comentar a chegada do novo reforço dos “estudantes”.
“Já conheço o Adrien desde a formação. Sempre o achei um óptimo jogador e depois de termos feito algumas análises sentimos que precisávamos de um médio que fizesse a posição 6 e 8 e considerámos que o Adrien era uma óptima alternativa. Vai-nos ajudar a alcançar os objectivos que desejamos.”, disse.
José Guilherme: “O dia não do Benfica foi imposto por nós”
O jogo com o Benfica mereceu também comentários por parte de José Guilherme. Para o treinador da Académica as análises que se fizeram ao jogo foram injustas para a Briosa e o técnico dos “estudantes” explica porquê, deixando no ar as suas ideias para o futuro do clube de Coimbra.
“A nível de organização, contra o Benfica, é aquilo que quero em todos os jogos. As pessoas valorizaram muito a prestação menos boa do Benfica e não valorizaram a boa exibição da Académica. O dia não do Benfica foi imposto por nós, porque jogámos bem. Formar uma equipa não é um caminho fácil e demora o seu tempo. O que pretendo é um futebol ofensivo, circulado, que procura constantemente o golo e maximizar as características dos jogadores.”, sustentou.
Finalmente, e para terminar, José Guilherme disse ainda que está “atento” ao que se passa no clube satélite, o Tourizense e lembrou, relativamente ao jogo da Taça de Portugal, frente ao Vit. Setúbal, que “o caminho faz-se andando”, ou seja, cada coisa a seu tempo...
TF