06/02/11

Académica 3 - Beira-mar 3



Destaques positivos:

Berger, Diogo Melo e Sougou.
Nuno Coelho e Pedro Costa também estiveram em bom nível, este principalmente na segunda parte.



Destaques negativos:

Pape Sow, (quem nos criticava que dêem argumentos para mudarmos de opinião), Diogo Gomes, Adrien e Éder (falhou dois golos que matavam o jogo). Miguel Fidalgo também esteve em dia não.


PS: As melhoras ao JP. Não percebi na altura o que se tinha passado, mas parece que foi uma queda. Que fique tudo bem.

05/02/11

Convocados para o embate com o Beira-Mar



Joga-se amanhã (domingo), às 16 horas, a partida que nos pode deixar seguros no campeonato. Seguros que a manutenção fica mais perto, e seguros ainda de que nos poderemos concentrar depois com todas as forças na segunda mão das meias da Taça.

É também uma oportunidade para nos vingarmos daquela derrota em Aveiro, que nos deixou algum amargo de boca por causa da forma como aconteceu.

Destaques óbvios na convocatória para os regressos de Sougou e Miguel Fidalgo.


Lista de Convocados:


Guarda-redes: Peiser e Ricardo;
Defesas: Pedrinho, Pedro Costa, Pape Sow, Berger, Luiz Nunes e Addy;
Médios: Nuno Coelho, Adrien, Diogo Melo, Hugo Morais, Júnior Paraíba e Diogo Gomes;
Avançados: Laionel, Sougou, Miguel Fidalgo, Éder e Diogo Valente.
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04/02/11

Análise ao jogo e classificação dos intervenientes

Intervalo. Ao fim da primeira parte da eliminatória, estamos a perder 0-1.

Aqui fica, então, a minha análise ao jogo disputado esta noite em espanha (assim mesmo, com letra pequenina...).

Apreciação global

Em primeiro lugar, à equipa não tenho nada a apontar: bateram-se com valentia, foram bravos e fizeram o jogo que se esperava. Talvez tenha faltado algum discernimento na hora de "definir com critério" as jogadas de contra-ataque (que falta fizeram o Sougou e o M. Fidalgo...). Estou contente, de um modo geral, com a postura que adoptaram (pena a trapalhada no golo sofrido...).

Em segundo lugar, também gostei da actuação do nosso treinador. A forma como a equipa foi escalonada para o jogo foi aquilo o que se exigia. Actuámos num 4-3-3 híbrido que, face às características específicas do jogo, esteve muito tempo transformado num 4-2-3-1 defensivo. A ideia era simples: conferia-se consistência ao meio-campo defensivo, tentando destruir o jogo adversário na segunda fase de construção e, ao mesmo tempo, lançar contra-ataques rápidos para as costas dos centro-campistas adversários (também adequada foi a leitura do treinador "bacalhau", que se precaveu contra esta hipótese, fixando sempre os centrais muito atrás e um médio defensivo que praticamente não subia). A atitude expectante justificava-se plenamente dado que jogávamos no terreno do adversário numa eliminatória a duas mãos. O Prof. José Guilherme também não esteve mal a ler o jogo: as substituições foram bem feitas (confesso que, apesar de compreender tacticamente a entrada do benfiquista Coelho, não o achava com ritmo - e vontade? - para defender as nossas cores naquele momento). De resto, muito bem a ler o jogo: acertadíssimas as entradas de Sissoko e Diogo Gomes (que fizeram a jogada que nos podia ter colocado com um pé no Jamor). NOTA 3,5.

Quanto ao senhor de amarelo, foi o que se esperava. Não havia muito a esperar dele: já em 3 ou 4 ocasiões provou que não gosta da malta do losango. Confesso que me chegou a surpreender pela positiva nos minutos iniciais, depois... Bem... Optou por perdoar um vermelho justíssimo a Ricardo e, minutos depois, não hesitou em expulsar Bischoff ("A entrada foi dura, mas o médio da Académica não pareceu ter intenção de atingir o adversário", in maisfutebol). Pelo meio, asneira na amostragem o amarelo a D. Valente (toca a bola com o braço, mas está de costas para a jogada) e, mais tarde, na primeira oportunidade, mostra amarelo a São Peiser por retardar a reposição do bola em jogo (quantas e quantas vezes o árbitro deixa correr estas situações durante todo o jogo...). Por fim, não permitiu a assistência ao atleta H. Cabral no campo, arrastando-o para fora do relvado onde a intervenção médica demorou muito mais (por norma, os nossos árbitros vêm permitindo que as assistências aos jogadores sejam feitas em campo...). Neste hiato, a equipa desconcentrou-se e, com 9 jogadores, sofre o golo. Aqui, nada de errado, apenas má fé... Tudo bem... NOTA 2,5.

Os nossos, um a um (notas de 0 a 5):

São Peiser - Fantástico. Mais um vez provou ser um senhor guarda-redes! Intervenções soberbas nos minutos 10' (esta vale a pena ver de novo na tv), 28', 33', 48'e 64'. Ufff... Merecia um pouco mais dos seus colegas de defesa. No golo, nada a fazer. Este sim, um jogador que vale pontos (e andam aí clubes a pagar 8,5M € por guarda-redes que não lhe chegam aos calcanhares...). Uma palavrinha à nossa Direcção: renovem-lhe imediatamente o contrato (acaba em 2012!) para não termos dissabores... NOTA 5.

Pedrinho - Nota-se que vem em crescendo de forma. Ganhou a maior parte dos duelos com Toscano e J. Ribeiro , embora não se tenha dado muito bem com as subidas de Bruno Teles. Corte importante para canto aos 9' e alguns bons apontamentos nas bolas paradas defensivas. Infelizmente, não conseguiu subir no terreno e acabou por falhar muitas tabelas com Laionel (falta de entrosamento?). "Borrou a pintura" no lance do golo adversário (inadmissível a embrulhada com Sow)... NOTA 2,5.

Hélder Cabral - Bem, muito bem, a defender e a atacar. Ficou na retina um lance aos 20' em que passa por 3 jogadores adversários, sendo travado pelo karateca Ricardo quando já se isolava para a baliza. Cruzamentos com nível aos 39' e aos 64' e alguns cortes providenciais na defesa. "Secou" Alex e foi sempre um jogador com uma garra e generosidade tremendas. Começou a sentir grandes dificuldades físicas a partir dos 75', mas manteve-se em campo apesar de notoriamente limitado. Sofremos o golo enquanto estava a ser assistido (também já merece a renovação do contrato). NOTA 4.

Berger - Limpinho. É um central de nível bem acima dos restantes que compõem o plantel. Muitos cortes providenciais, sobretudo de cabeça, ajudando a defesa a manter o nulo. Foi impecável sobretudo no período em que a Briosa esteve em desvantagem numérica. NOTA 3,5.

Pape Sow - Começou muito bem (fantástico o corte acrobático aos 12'). A partir daí, foi um jogador esforçado, ganhando muitas bolas de cabeça, acusando, no entanto, alguns lapsos de concentração. Foi numa dessas suas fases de "introspecção" que se embrulhou com Pedrinho e Faouzi aproveitou para fazer o golo. NOTA 2,5.

Adrien Silva - Esteve a milhas do que já lhe vimos fazer com a nossa camisola. Perdeu imensas disputas no meio-campo, demorou a definir vários lances de contra-ataque e falhou uma mão-cheia de passes... Sabe fazer muito melhor, mas hoje nada lhe saiu bem: nem o livre que marcou aos 22', nem um remate em posição privilegiada aos 55'. NOTA 2,5.

Diogo Melo - Um autêntico carro de combate no miolo do terreno. Esteve bastante bem na ocupação do seu espaço, contribuindo com alguns roubos de bola (Rui Miguel que o diga!). Faltou-lhe entregar a bola com mais certeza e ser mais rápido nas saídas para o contra-ataque. Caiu muito na segunda parte, fruto, talvez, do esforço extra despendido quando jogávamos com menos um. Um reparo: tem de ter mais atenção ao local onde comete as faltas: dá impressão que se atrasa muito na decisão (rever, p.ex., o lance aos 32'). NOTA 3.

Bischoff - Talvez o maior erro de casting para esta partida. Já disse várias vezes que sou um defensor deste jogador, tem uma óptima técnica, boa capacidade de passe e é muito bom num jogo de "posse". Talvez por isso, o Prof. tenha apostado nele para este encontro (na minha opinião, exigia-se alguém com maior poder físico...). Falhou rotundamente: não se viu a não ser na entrada impetuosa que lhe valeu o cartão vermelho - bastante injusto, mas com este árbitro, já se sabia... bastava uma oportunidade... e o mal de Bischoff foi conceder-lha. Melhores dias virão. NOTA 1,5.

Laionel - Teve o ónus ingrato de substituir Sougou no onze inicial. Pediam-se-lhe rotações altas na condução dos contra-ataques e capacidade técnica para "furar" nas alas. Salvo alguns fogachos, não fez esquecer o nosso velocista, nem calar os suspiros pela entrada do Sissoko. Terá outras oportunidades. Foi muito bem substituído ao intervalo. NOTA 2,5.

Diogo Valente - Também esteve longe daquilo a que já nos habituou. Mas é um jogador que, embora muitas vezes com pés de lã, demonstra sempre bastante habilidade técnica. Se tivesse mais velocidade... Ainda construiu alguns lances e "arrancou" o segundo amarelo a João Alves. Também não teve a qualidade que costuma evidenciar na marcação de bolas paradas. Foi bem substituído por já mostrar bastante desgaste. NOTA 3.

Éderzito - Tem evoluído bastante, o nosso ponta. Luta muito pelas bolas que lhe chegam e demonstra muita qualidade na retenção do esférico (muito bem nas tabelas...). Pena não ter (ainda!) aquele "faro para o golo"... Hoje foi exactamente isto: muito lutador, bem a segurar a bola para o avanço dos colegas (sobretudo nas alas), mas muito desapoiado. Podia ter feito bem melhor aos 40', quando se deixou antecipar por Nilson... Merecia, talvez, mais uns minutos em campo. NOTA 3,5.

Nuno Coelho - Entrou ao intervalo, numa altura em que jogávamos com menos um e precisávamos de mais gente no miolo. Compreende-se a ideia, mas O Benfiquista Coelho já mostrou, há muito, que o seu pensamento já não está por cá. Nada de grandes correrias, nada de sujar muito os calções, nada de ajudar os colegas... Tem o seu contrato acertado com outro clube e já não merece a camisola que veste. Para mim, o destino deste senhor era muito simples: Tourizense... 45' em campo cheios de nada... NOTA 1,5.

Sissoko - Substituiu Éderzito aos 66' e emprestou alguma irreverência e velocidade ao nosso jogo. Pena denotar ainda algumas lacunas decorrentes da sua juventude. Fantástica a assistência para Diogo Gomes, naquele lance que nos podia (devia?) ter dado vantagem. Um jogador a rever e mais um contrato a prorrogar. NOTA 3.

Diogo Gomes - Mas que raio lhe passou pela cabeça quando, aos 77' se encontrou frente-a-frente com Nilson? Tem qualidade para fazer bem melhor. Esforçado nos (poucos) minutos que esteve em campo. Merece mais tempo de jogo... NOTA 2,5.

E pronto, aqui vos deixo a minha apreciação (exposta à crítica, claro).

Continuamos vivos!!!

Saudações Académicas,

Pedro Monteiro Almeida

Lutámos com Bravura! Guimarães 1 - Briosa 0



Foi uma partida bem jogada pela nossa equipa. Nada de exuberante, de futebol de ataque constante e avassalador...

O que houve foi uma equipa compacta, com grande entreajuda, e que disfarçava a ausência da sua grande referência, Sougou, com "critério na construção", com boas movimentações de Éder a segurar a bola,  Laionel a tentar entrar em profundidade mas acima de tudo, e mais uma vez, enormes exibições (mas exibições de se renovar na hora o contrato!) de Peiser (simplesmente divinal), Berger e de Hélder Cabral (não fosse aquele lance em que quase fazia autogolo e o lance em que sai do jogo, acontecendo logo em seguida o golo).
No entanto, desde cedo, dava para ver que algo faltava no meio-campo da Académica. 1.º atribuí a menor capacidade de definição de jogadas à menor capacidade física de Bischoff, perante os oponentes guimaranenses. No entanto, e principalmente na segunda parte, deu para ver que Adrien esteve uns furos abaixo daquilo que consegue fazer.
Suspirava nessa altura por Sissoko e Diogo Gomes. José Guilherme, ao contrário de Jorge Costa, parece estar mais em sintonia com a visão do adepto da briosa. Sem falsas modéstias, isso normalmente significa que mexe bem.

Sissoko muito irrequieto, com muita velocidade, boa capacidade de passe curto, tendo feito inclusive uma assistência para Diogo Gomes, que fez a desfeita de deixar Nilson defender. Ai se tivesses contornado o GR.. Ai se.. Ai se tivéssemos um matador para as meter lá dentro..

Do golo dos oponentes não me apetece falar. Sorte a deles que têm um Faouzi, e um árbitro que em vez de pedir uma maca para o Hélder Cabral, exigiu que este saísse do campo.

Eu só sei uma coisa: O estádio vai encher, vamos gritar pela Briosa, Lutar, lutar, lutar, e vamos ganhar a segunda mão! Temos espírito vencedor, jogadores briosos, temos tudo!

FORÇA BRIOSA!

Aí fica o Resumo em vídeo do jogo:

03/02/11

"Os grandes momentos nascem com as grandes oportunidades"

Hoje vivo o dia mais importante da minha vida de Academista. Desde que grito, canto, pulo, choro e rio por este histórico clube, nunca estive tão perto de um sonho tão lindo como seria o de estar na Festa da Taça numa linda tarde solarenga de domingo, no Jamor, ao lado da nossa amada Briosa.

Não depende de mim... Infelizmente não posso entrar em campo nos 180 minutos em que tudo se jogará... Se pudesse, lutaria até ao limite das minhas forças, até à última lufada de ar nos meus pulmões, até ao último segundo desta eliminatória... Não posso. Mas 11 dos nossos podem.

Gostaria que estes 11, ao pisarem o relvado e ao sentirem o inferno que os espera, olhassem para o losango que lhes cobre o coração e sentissem a mística que ostenta, a história que carrega, o brio daqueles que já a vestiram e o coração dos milhares que sofrem por ele.

Por mim, nada posso fazer a não ser esperar e torcer por fora. Mas eles podem... Centímetro a centímetro, jogada a jogada, segundo a segundo, durante 180 minutos viverão aquela que pode ser a maior batalha das suas vidas enquanto profissionais.

Em "Any Given Sunday", o treinador Tony D'Amato diz aos seus jogadores qualquer coisa como isto: "- (...) a vida é um jogo de centímetros - o futebol também. Em ambos os jogos - vida ou futebol - a margem para erro é muito pequena: meio passo muito cedo ou muito tarde e não se consegue por pouco; meio segundo a mais ou a menos e já não se apanha a bola... Os centímetros de que precisamos estão por todo o lado: estão em cada momento do jogo, em cada minuto, em cada segundo... Nesta equipa lutamos por esse centímetro. Nesta equipa desfazemo-nos a nós próprio e a todos os que nos rodeiam por esse centímetro. Fincamos as garras e partimo-las por esse centímetro, porque sabemos que é a soma de todos esses centímetros que fará a diferença entre ganhar e perder! Entre viver e morrer! E digo-vos mais: em todas as lutas, é sempre o lutador que está disposto a morrer que ganhará esse centímetro. Eu sei que, se continuar vivo depois de tudo isto, é porque estou disposto a lutar e a morrer por esse centímetro. Porque viver é exactamente isso: os 5 ou 6 centímetros à vossa frente. Eu não posso obrigar-vos a lutar. Têm de olhar para o vosso companheiro de equipa: olhem para os olhos dele e verão alguém que percorrerá esse centímetro convosco. Verão alguém que se sacrificará por esta equipa, porque sabe que se o fizer, vocês farão o mesmo por ele. E isso é uma equipa, meus senhores. Ou jogamos como equipa, ou morremos como indivíduos! Assim é o futebol... E agora, que fareis?"

O jogo de logo à noite não é de futebol americano (a menos que jogue o F. Meireles...), mas gostava de ver uma equipa de jogadores que lutassem por cada centímetro, por cada segundo, por cada bola... Gostava de ver uma equipa em que, quando as forças falhassem, todos se lembrassem do losango e do brio que representa.

E, mesmo assim, podemos até nem ganhar, o que não podemos é baixar os braços, esquecer o nosso losango.

Lutem por cada centímetro, por cada segundo, por cada bola e amanhã continuarei, como hoje, a sentir um orgulho imenso pelo meu clube.

Força rapazes! Lutem por nós!

Pedro Monteiro Almeida


É isso mesmo




Esta é “uma oportunidade unica que não se repete facilmente de reativar fortemente toda essa cultura e ligação de todas as pessoas à academia e Coimbra”. Com a consciência disso, José Alberto Costa garante que equipa técnica, jogadores e direção vão “fazer tudo para não desperdiçar esta oportunidade, porque era o catapultar ou reativar de sentimentos e emoções que muita gente sentiria vontade em extravasar”.


José Alberto Costa via AsBeiras.